Recomendo vivamente este livro a qualquer pessoa com "TDAH." Não o tipo "não consigo concentrar-me em coisas aborrecidas", mas o tipo "esqueço-me de comer/beber água/usar o banheiro/pagar a hipoteca" quando estou dominado por uma obsessão nova. O tipo que arruinou a sua vida, levou a lesões, problemas financeiros ou algum outro fracasso espetacular. Normalmente em repetição. "Driven" recontextualiza esses traços como um perfil genético específico enraizado na ancestralidade de caçadores-coletores, argumentando que na verdade era uma característica adaptativa em ambientes ancestrais. Essencialmente, você está programado para a busca de alto risco, rastreamento e foco intenso sob pressão. Traços—cegueira temporal, hiperfoco, impulsividade, tolerância à dor, inquietação—que dominam em crises, mas podem ser catastróficamente inadequados na vida sedentária moderna. "Driven" foca em variantes específicas do receptor de dopamina (alelos DRD2-A1 e DRD4-7R) que afetam o processamento de recompensas e a tomada de riscos, encontradas em cerca de 10% da população. Essas variantes criam uma sensibilidade reduzida à dopamina, impulsionando a busca constante por novidades e exigindo uma estimulação maior para recompensa. Combinado com variações do neuropeptídeo Y ligadas à resiliência ao estresse, isso cria um perfil construído para ambientes de alto risco, mas propenso à autodestruição em configurações convencionais. Mais importante, o livro oferece ferramentas para canalizar essa programação de forma produtiva em vez de destrutiva, e essas podem ser usadas por qualquer pessoa, independentemente de sua composição genética.