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🚨 São 1h da manhã no Irã. Aqui estão minhas 15 observações principais do 12º dia dos protestos nacionais [8 de janeiro]:
1️⃣ Os maiores protestos anti-regime da história de 47 anos da República Islâmica aconteceram no Dia 12. Quando agregada em todo o país, a participação atingiu níveis de vários milhões.
2️⃣ Desde o início dos distúrbios, protestos foram relatados em pelo menos 111 cidades das 31 províncias, ressaltando a verdadeira escala nacional do levante.
3️⃣ Os protestos de hoje seguiram a primeira ligação direta do Príncipe Herdeiro Reza Pahlavi, marcada para as 20h. A resposta foi ampla e visível em grandes cidades.
4️⃣ Outro chamado nacional já foi emitido para amanhã às 20h. Observadores dizem que o movimento ainda tem espaço para crescer.
5️⃣ Analistas argumentam que o sucesso do chamado de hoje e dos slogans dominantes nas ruas solidificaram efetivamente a posição de Reza Pahlavi como figura central dos protestos.
6️⃣ Uma das maiores manifestações desta noite ocorreu em Mashhad, cidade natal de Khamenei e uma cidade rigidamente controlada por seu círculo íntimo — um grande golpe simbólico.
7️⃣ Em Teerã, os protestos se expandiram para bairros mais abastados como Vanak pela primeira vez. Motoristas entraram em buzinas contínuas, enquanto comerciantes de bazar entraram em greve em cerca de 50 cidades pelo país.
8️⃣ Protestos estudantis eclodiram em 36 universidades até agora, com slogans abertamente anti-regime — uma escalada importante entre gerações.
9️⃣ Grupos iranianos de direitos humanos relatam pelo menos 45 manifestantes mortos, incluindo 8 crianças e centenas feridos. Só ontem houve 13 mortes, tornando-se um dos dias mais sangrentos até agora.
🔟 Os apelos estão crescendo — tanto de ativistas iranianos quanto não iranianos — para que líderes mundiais se envolvam diretamente com o príncipe herdeiro Reza Pahlavi, incluindo uma nova atenção a uma possível reunião com Donald Trump e a provisão de recursos para ajudá-lo a liderar melhor a revolta.
11. Trump, em uma entrevista recente, reiterou alertas ao regime e disse sobre Pahlavi:
"Eu o observei, parece uma pessoa legal — mas não tenho certeza se este é o momento certo, como presidente, para fazer algo assim."
12. A mídia estatal, embora forçada a reconhecer a agitação, está promovendo uma narrativa de "pequenas multidões" e enfatizando supostos ataques às forças de segurança — um padrão que analistas alertam pode sinalizar preparação para uma repressão mais severa.
13. Enquanto isso, raras manifestações pró-regime foram realizadas, acompanhadas de manchetes declarando "a derrota dos contrarrevolucionários" — amplamente vistas como controle de danos.
14. As redes sociais (Instagram) antes dos protestos mostraram uma coordenação pública e solidariedade sem precedentes: fechamento de lojas anunciado antecipadamente, mensagens emocionais de despedida e forte participação virtual mesmo de quem não pôde comparecer....
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